Ilustração editorial de rendimento de R milhão com gráficos por classe de ativo em azul-violeta escuro
Educação Financeira

Quanto Rende R$1 Milhão Investido em 2026? Comparativo por Classe de Ativo

Com SELIC a 15,00% a.a. em 2026, R$1M no CDB 100% CDI rende ~R$10.313/mês bruto (R$8.766 líquido). Veja o comparativo completo: CDB, Tesouro, FII, imóvel, ações e carteira diversificada.

Ricardo Melo · CEO & Fundador da Credco13 de abril de 202614 min de leitura

Atingir R$1 milhão investido é o marco que mais aparece nas metas de profissionais de alta renda no Brasil. Mas a pergunta que segue imediatamente é sempre a mesma: quanto esse patrimônio rende por mês? A resposta depende mais da classe de ativo e da estrutura tributária do que do valor absoluto em si.

Em resumo: Com SELIC a 15,00% a.a. (2026), R$1M no CDB 100% CDI rende ~R$10.313/mês bruto — R$8.766 líquido de IR (15% para prazos acima de 2 anos). Em FII de papel (MXRF11, KNRI11), rende R$7.000–R$9.000/mês isentos de IR para pessoa física. A diferença de estrutura tributária representa R$1.530–R$2.500/mês.

Em 2026, com o Banco Central do Brasil mantendo a taxa SELIC em 15,00% ao ano e o IPCA rodando em torno de 4% ao ano (IBGE), o investidor brasileiro tem a maior taxa de juros reais entre as principais economias do mundo. Isso significa que R$1M em renda fixa conservadora rende mais do que na maioria dos países desenvolvidos — mas a tributação sobre esses rendimentos corrói parte do ganho de forma relevante.

Este artigo compara, com dados reais de 2026, o rendimento de R$1 milhão em cada classe de ativo — bruto, líquido de IR e considerando liquidez. Ao final, apresenta um modelo de carteira diversificada que maximiza o rendimento líquido dentro de uma gestão de risco adequada.


R$1M em Renda Fixa: CDB, Tesouro Selic e LCI/LCA #

Em resumo: Em renda fixa conservadora, R$1M rende entre R$8.500 e R$10.200/mês líquido em 2026, dependendo do instrumento. LCI e LCA isentas de IR chegam a R$9.200/mês sem desconto de imposto. CDB 100% CDI paga mais no bruto (R$10.200), mas o IR de 15% reduz para R$8.670 líquido — próximo da LCI. A escolha entre esses instrumentos deve considerar prazo, liquidez e risco de crédito do emissor.

A renda fixa é o ponto de partida mais óbvio para quem tem R$1M a investir. Com SELIC a 15,00% ao ano (BACEN, 2026), o CDI — referência da maioria dos CDBs — caminha na mesma direção. Mas nem todo instrumento de renda fixa é tributado da mesma forma.

CDB — Certificado de Depósito Bancário #

O CDB 100% CDI remunera exatamente o CDI diário. Com CDI a ~14,90% ao ano em 2026, R$1M gera:

  • Bruto mensal: R$1.000.000 × 14,90% ÷ 12 = ~R$12.417/mês (cálculo diário, aproximado)
  • IR: 15% para prazos acima de 720 dias (tabela regressiva, Receita Federal)
  • Líquido mensal: ~R$10.200 – IR = ~R$8.670/mês

CDBs de bancos médios costumam pagar 110% a 120% do CDI, elevando o bruto para R$13.400–R$14.600/mês. O risco de crédito é coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$250.000 por CPF por instituição — acima disso, o risco é do banco emissor.

Tesouro Selic #

O Tesouro Selic rende a taxa SELIC diária (15,00% a.a. em 2026) com liquidez de D+1. É o instrumento mais seguro do sistema financeiro brasileiro — garantia do Tesouro Nacional.

  • Bruto mensal: R$1.000.000 × 15,00% ÷ 12 = ~R$12.500/mês
  • IR: 15% para prazos acima de 720 dias
  • Líquido mensal: ~R$10.448/mês

O Tesouro Selic é ideal para a reserva de emergência e a parcela de liquidez da carteira. Não sofre marcação a mercado relevante (ao contrário do Tesouro IPCA+), então pode ser resgatado a qualquer momento sem perda de principal.

LCI e LCA — Isenção de IR para Pessoa Física #

LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) são isentas de IR para pessoa física, conforme a Lei 11.033/2004. Com rendimento de 90% a 100% do CDI e isenção total de IR:

  • Rendimento LCI/LCA 95% CDI: R$1.000.000 × (14,90% × 0,95) ÷ 12 = ~R$11.196/mês bruto = ~R$11.196/mês líquido (sem IR)
  • Equivalência com CDB: LCI a 95% CDI equivale a CDB de ~112% CDI após IR — mais vantajosa para prazos acima de 2 anos

O prazo mínimo de aplicação para LCI (90 dias) e LCA (90 dias) é definido pela Resolução CMN 5.008/2022. A principal desvantagem é a menor liquidez em relação ao Tesouro Selic.


R$1M em Imóvel Alugado — Retorno Real com Dados FipeZAP 2026 #

Em resumo: O rendimento médio de imóvel alugado no Brasil em 2026 é de 0,56% ao mês sobre o valor venal do imóvel, segundo o Índice FipeZAP. Para R$1M em imóvel residencial, isso representa R$5.600/mês bruto de aluguel — mas a renda líquida após IR (27,5% para pessoa física com renda acima de R$4.664/mês) cai para R$4.060/mês. O retorno sobre o capital investido fica em 4,8% líquido ao ano.

O imóvel físico é historicamente o investimento preferido do brasileiro. Mas quando os números são colocados lado a lado com comprar imóvel ou investir, o retorno nem sempre compensa o esforço de gestão.

Dados FipeZAP 2026 #

O Índice FipeZAP de Locação Residencial registrou rendimento médio de aluguel de 6,72% ao ano sobre o valor dos imóveis no Brasil em 2025/2026, com variações por cidade:

CidadeYield Médio Aluguel 2026Aluguel Mensal (R$1M)
São Paulo (cap.)7,2% a.a.R$6.000/mês
Rio de Janeiro6,8% a.a.R$5.667/mês
Belo Horizonte6,5% a.a.R$5.417/mês
Curitiba6,3% a.a.R$5.250/mês
Brasil (média)6,72% a.a.R$5.600/mês

Fonte: FipeZAP, dados de referência 2025-2026.

Tributação sobre Aluguel para Pessoa Física #

O aluguel recebido por pessoa física é tributado na tabela progressiva do IR (Receita Federal):

  • Até R$2.824/mês: isento
  • R$2.825 a R$3.751: 7,5%
  • R$3.752 a R$4.664: 15%
  • R$4.665 a R$5.664: 22,5%
  • Acima de R$5.664: 27,5%

Para R$5.600/mês de aluguel (média Brasil), a alíquota efetiva fica entre 22,5% e 27,5%. Deduzindo IR (~22,5% efetivo), o líquido cai para ~R$4.340/mês.

Além do IR, o imóvel carrega custos que reduzem ainda mais o rendimento real: IPTU (0,3% a 1,5% ao ano sobre valor venal), condomínio quando vago, manutenção (~1% ao ano), e o risco de vacância (período sem inquilino). No total, o custo anual de manutenção de um imóvel gira entre 2% e 3% do valor — o que reduz o retorno líquido real para 4,0% a 5,0% ao ano.

Por Que os FIIs Superam o Imóvel Físico? #

Para R$1M investido, os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) reproduzem a exposição ao mercado imobiliário com três vantagens estruturais: rendimento isento de IR para pessoa física, liquidez de bolsa (D+2) e ausência de gestão ativa. Para o detalhe completo da comparação, veja o artigo sobre investimento imobiliário.


R$1M em FIIs — Rendimento Médio e Isenção IR para Pessoa Física #

Em resumo: R$1M investido em FIIs de papel com yield de 9% a 11% ao ano gera R$7.500–R$9.167/mês em rendimentos isentos de IR para pessoa física. FIIs de tijolo (logística, lajes, shoppings) pagam yield de 7% a 9%, com maior estabilidade. A isenção de IR para PF, garantida pela Lei 8.668/1993, representa um ganho de R$1.125–R$1.375/mês em relação ao CDB equivalente após tributação.

Os Fundos de Investimento Imobiliário são regulamentados pela CVM e distribuem rendimentos mensais oriundos de aluguéis de imóveis, CRIs, CRAs e outros ativos imobiliários. A isenção de IR sobre os rendimentos para pessoa física — desde que o FII tenha mais de 50 cotistas e seja negociado em bolsa — é o diferencial tributário mais relevante desta classe de ativo.

Rendimento de R$1M em FIIs por Segmento #

SegmentoYield Médio 2026Renda Mensal BrutaIRRenda Mensal Líquida
FII de papel (CRI/CRA)10,5% a.a.R$8.750/mêsIsentoR$8.750/mês
FII de logística8,5% a.a.R$7.083/mêsIsentoR$7.083/mês
FII de lajes corporativas8,0% a.a.R$6.667/mêsIsentoR$6.667/mês
FII de shoppings7,5% a.a.R$6.250/mêsIsentoR$6.250/mês
FII misto (papel + tijolo)9,0% a.a.R$7.500/mêsIsentoR$7.500/mês

Fontes: B3, relatórios mensais CVM, dados de referência fev-abr/2026. Rendimentos passados não garantem rendimentos futuros.

Exemplos de FIIs com Histórico de Rendimento #

Entre os FIIs mais negociados na B3 em 2026, destacam-se MXRF11 (Maxi Renda, FII de papel com yield histórico de 10%–13% ao ano), KNRI11 (Kinea Renda Imobiliária, FII misto com yield de 7%–9%) e HGLG11 (CSHG Logística, yield de 8%–9%). Esses são exemplos ilustrativos — não constituem recomendação de investimento. Verificar os relatórios mensais na CVM antes de qualquer decisão.

O Risco dos FIIs #

O principal risco dos FIIs de papel é o crédito dos devedores dos CRIs e CRAs. Inadimplência reduz o rendimento imediatamente. Para FIIs de tijolo, o risco é a vacância — períodos sem inquilino reduzem a distribuição. Diversificar entre 8 a 15 FIIs de diferentes segmentos e gestores mitiga esse risco estruturalmente.


R$1M em Ações — Retorno Histórico e Risco #

Em resumo: O Ibovespa acumula retorno histórico de 12% a 18% ao ano no longo prazo (IBGE/B3), mas com volatilidade significativa: anos de +30% e anos de -25% coexistem. Para R$1M em ações, o rendimento esperado de longo prazo é 12% a 15% ao ano (dividendos + valorização), mas sem previsibilidade mensal. A estratégia mais adequada para quem busca renda mensal é combinar ações dividendeiras com FIIs — não depender exclusivamente de ações.

As ações representam participação no capital de empresas e geram retorno de duas formas: valorização das cotações e distribuição de dividendos. No Brasil, dividendos pagos por empresas a pessoas físicas acionistas são isentos de IR desde 1996, conforme a Receita Federal. Juros sobre capital próprio (JCP) são tributados a 15% na fonte.

Retorno Histórico do Ibovespa #

O Ibovespa — índice das principais ações da B3 — registrou retorno nominal médio de 14,2% ao ano nos últimos 20 anos (fonte: B3/Anbima). Descontando o IPCA médio de 5,5% no período, o retorno real foi de aproximadamente 8,2% ao ano.

Em 2026, com SELIC alta e incertezas macro, a renda fixa oferece retorno real semelhante ao histórico de ações — com risco infinitamente menor. Isso não significa que ações devam ser evitadas: no longo prazo (10+ anos), a exposição a ações tende a superar a renda fixa, especialmente após a normalização dos juros.

Dividendos de R$1M em Ações Dividendeiras #

Empresas como Taesa (TAEE11), Banco do Brasil (BBAS3), Itaúsa (ITSA4) e Engie (EGIE3) historicamente pagam dividend yields de 6% a 9% ao ano. Para R$1M alocado em uma carteira de ações dividendeiras:

  • Yield médio carteira: 7% a.a.
  • Dividendos mensais: R$5.833/mês (isentos de IR para PF, sobre dividendos)
  • Volatilidade: alta — o pagamento varia trimestralmente e pode ser reduzido por decisão da empresa

Para quem quer alavancagem patrimonial com exposição ao crescimento da economia brasileira, ações são componente essencial. Para quem precisa de renda mensal previsível, FIIs complementam melhor.


R$1M Diversificado — Exemplo de Carteira Equilibrada #

Em resumo: Uma carteira diversificada de R$1M com 40% em renda fixa, 35% em FIIs, 15% em ações e 10% em liquidez (Tesouro Selic) gera rendimento líquido estimado de R$8.500 a R$10.500/mês — dependendo das condições de mercado. A diversificação reduz a volatilidade do rendimento mensal e protege contra a queda de uma única classe de ativo.

A carteira diversificada não maximiza o rendimento em nenhuma classe individualmente — maximiza o rendimento ajustado ao risco ao longo do tempo. Para quem tem R$1M e busca renda mensal consistente, este é o modelo mais robusto para o Brasil de 2026.

Modelo de Carteira Diversificada — R$1M #

Classe de AtivoAlocaçãoValorYield AnualRenda Mensal BrutaTributaçãoRenda Mensal Líquida
CDB 110% CDI (prazo > 720 dias)20%R$200.00016,1% a.a.R$2.683/mêsIR 15%R$2.281/mês
Tesouro IPCA+ (longo prazo)20%R$200.000~11,0% a.a.R$1.833/mêsIR 15%R$1.558/mês
FII de papel (MXRF11, KNCR11)20%R$200.00010,5% a.a.R$1.750/mêsIsentoR$1.750/mês
FII de tijolo (HGLG11, KNRI11)15%R$150.0008,5% a.a.R$1.063/mêsIsentoR$1.063/mês
Ações dividendeiras / ETF Ibovespa15%R$150.0007,0% a.a.R$875/mêsIsento (dividendos PF)R$875/mês
Tesouro Selic (liquidez)10%R$100.00015,00% a.a.R$1.250/mêsIR 15%R$1.063/mês
Total100%R$1.000.000~10,4% a.a.R$9.433/mês~R$8.572/mês

Projeção baseada em SELIC 15,00%, CDI 14,90%, IPCA 4% (BACEN/IBGE, mar/2026). Não constitui recomendação de investimento.

Por Que Essa Alocação? #

A combinação de FIIs isentos com renda fixa tributável otimiza o rendimento líquido. Os 10% em Tesouro Selic garantem liquidez para emergências sem sacrificar o rendimento da carteira. A exposição a ações (15%) captura o crescimento de longo prazo sem comprometer a previsibilidade da renda mensal.

Para quem quer entender como a independência financeira se conecta com essa alocação, a carteira acima já gera renda próxima a R$8.500/mês — suficiente para cobrir o custo de vida de uma família de classe média-alta em boa parte das cidades brasileiras.


Imposto de Renda sobre os Rendimentos por Classe de Ativo #

Em resumo: A tributação varia dramaticamente por classe de ativo: zero para FIIs (isentos por lei), zero para LCI/LCA, 15% para renda fixa acima de 720 dias, 15% sobre ganho de capital em ações, 27,5% progressivo sobre aluguel de imóvel para PF de alta renda. Escolher os instrumentos certos pode representar R$1.500 a R$3.000/mês a mais no bolso — sem mudar o valor investido.

A tabela abaixo consolida a tributação de cada classe de ativo para pessoa física em 2026:

Classe de AtivoTributação sobre RendimentoAlíquotaBase Legal
CDB / Tesouro Selic (> 720 dias)Tabela regressiva IR15%Lei 11.033/2004
CDB / Tesouro (181–360 dias)Tabela regressiva IR20%Lei 11.033/2004
LCI / LCAIsento0%Lei 11.033/2004
Debêntures incentivadasIsento0%Lei 12.431/2011
FII — rendimentos mensais (PF)Isento0%Lei 8.668/1993
FII — ganho de capital na vendaRetido na fonte20%Lei 8.668/1993
Ações — dividendos (PF)Isento0%Lei 9.249/1995
Ações — JCPRetido na fonte15%Lei 9.249/1995
Ações — ganho de capitalDARF mensal15%IN RFB 1.585
Aluguel imóvel (PF)Tabela progressivaAté 27,5%Lei 7.713/1988

Fontes: Receita Federal, CVM, Tesouro Nacional, Anbima — 2026.

A isenção de IR sobre rendimentos de FIIs e LCI/LCA é o principal instrumento de eficiência tributária disponível para o investidor pessoa física no Brasil. Para carteiras acima de R$500.000, a alocação estratégica entre instrumentos isentos e tributáveis pode representar diferença de R$15.000 a R$30.000 por ano no rendimento líquido. Outra estrutura frequentemente subestimada: a previdência privada PGBL ou VGBL permite deduzir até 12% da renda bruta no IR (modelo completo), representando R$8.000–R$12.000 por ano em economia fiscal para profissionais de alta renda.


Como a Estrutura Tributária Multiplica o Rendimento Líquido #

Em resumo: Dois investidores com R$1M podem ter rendimentos líquidos que diferem em até R$2.500/mês — não por escolherem ativos diferentes em rendimento bruto, mas por escolherem instrumentos com tributação diferente. FII isento vs CDB tributado, com mesmo yield bruto de 10%, gera R$1.500/mês a mais. Esse é o "alfa tributário" — o rendimento extra gerado pela eficiência fiscal, não por maior risco.

A maioria dos investidores foca no rendimento bruto ao comparar investimentos. Esse é um dos erros mais custosos da gestão patrimonial no Brasil. Os seis erros mais comuns que reduzem o rendimento líquido de R$1M:

  1. Comparar CDB e FII pelo rendimento bruto — o FII com 10% isento equivale a um CDB de 11,76% tributado a 15%. Quem não faz essa equivalência perde R$1.500/mês em rendimento líquido sem perceber.

  2. Concentrar 100% em renda fixa tributada — o rendimento bruto parece alto (15,00%), mas após IR de 15%, o líquido cai para 12,75%. LCI/LCA com 95% CDI isentas entregam o mesmo líquido com taxa bruta menor e isenção garantida por lei.

  3. Não usar a tabela regressiva do IR — aplicações de renda fixa com prazo inferior a 720 dias pagam 17,5% a 22,5% de IR. Extending o prazo para além de 720 dias reduz o IR para 15% — diferença de até R$900/mês para R$1M.

  4. Ignorar o efeito da inflação sobre o rendimento real — com IPCA a 4% ao ano (IBGE), o rendimento real do CDB 100% CDI é de ~10,75% bruto ou ~9,1% líquido de IR. Quem compara nominal com nominal subestima o custo da inflação no longo prazo.

  5. Desconhecer a isenção sobre dividendos de ações — dividendos pagos por empresas à pessoa física são isentos de IR desde 1996. Quem evita ações por "tributação" muitas vezes não sabe que os dividendos (ao contrário de JCP) não são tributados para PF na compra de ações em bolsa.

  6. Não revisar a alocação quando a SELIC muda — em ciclos de queda de juros, FIIs e ações tendem a se valorizar e superar a renda fixa. Quem trava 100% do patrimônio em CDBs de prazo longo perde o benefício da valorização dessas classes quando o ciclo de juros se inverte.

O Impacto Prático: Rendimento Líquido Comparado #

Com R$1M, a diferença entre a alocação menos eficiente (100% aluguel imóvel, PF de alta renda) e a mais eficiente (50% FII isento + 50% LCI isenta) pode chegar a R$3.000/mês de renda líquida adicional — sem aumentar o risco da carteira. Para entender como estruturar essa eficiência dentro de uma carteira de dividendos, o modelo de renda passiva via distribuição é o passo seguinte.


Perguntas Frequentes #

Quanto rende R$1 milhão investido por mês em 2026? #

Com SELIC a 15,00% ao ano: CDB 100% CDI = ~R$10.313/mês bruto (R$8.766 líquido com IR de 15% para prazos acima de 720 dias). FII de papel isento de IR para PF: R$7.500–R$9.167/mês. LCI/LCA isentas de IR: R$8.500–R$9.200/mês. Tesouro IPCA+7% = R$8.917/mês bruto (variável conforme IPCA). Carteira diversificada (40% RF + 35% FII + 15% ações + 10% liquidez): R$8.500–R$10.500/mês líquido.

Qual é o melhor investimento para R$1 milhão no Brasil hoje? #

Depende do prazo e objetivo. Para renda mensal máxima com isenção de IR: FII de papel (yield 9%–11% a.a., isento para PF) ou LCI/LCA (CDI 95%–100%, isento). Para acumulação de longo prazo: carteira diversificada com Tesouro IPCA+ (Tesouro Direto), FII e ações (ETF Ibovespa). Para liquidez máxima com segurança: Tesouro Selic. A alocação ideal combina classes de acordo com o objetivo e horizonte de cada investidor.

Vale mais a pena investir R$1M em imóvel ou renda fixa? #

Em 2026, renda fixa supera imóvel no retorno bruto (15,00% SELIC vs 6,72%–7,2% de yield imobiliário FipeZAP). Imóvel vence no longo prazo com alavancagem (financiamento) e potencial de valorização do ativo. Para quem não quer gestão ativa, FII combina o melhor dos dois: rendimento de imóvel (isento IR para PF) com liquidez de bolsa (D+2) — sem vacância, IPTU ou inquilino inadimplente.

R$1 milhão no Tesouro IPCA+ rende mais que R$1M em CDB? #

Depende da taxa contratada e do horizonte. Tesouro IPCA+7% a.a. rende IPCA + 7% — com IPCA em ~4%, o bruto é ~11% ao ano. CDB 100% CDI rende ~14,90% bruto hoje. No curto prazo (até 5 anos com SELIC alta), o CDB supera. No longo prazo (10+ anos), o Tesouro IPCA+ protege contra inflação futura e tende a superar o CDB quando os juros caem. Para diversificação de prazo, manter ambos na carteira é a abordagem mais robusta.

Como diversificar um patrimônio de R$1 milhão? #

Modelo conservador/moderado: 40% renda fixa (CDB + Tesouro IPCA+), 30% FII de papel e tijolo, 20% ações/ETF Ibovespa, 10% reserva de liquidez (Tesouro Selic). Rendimento líquido estimado: R$8.500–R$10.500/mês com menor volatilidade do que 100% em renda fixa. A diversificação reduz o risco de queda de rendimento em ciclos de transição de juros — o principal risco para quem depende de renda passiva.


Conclusão #

R$1 milhão investido no Brasil de 2026 rende entre R$4.340/mês (imóvel alugado com IR progressivo) e R$10.448/mês (Tesouro Selic bruto) — uma diferença de mais de 140% que resulta não do valor investido, mas das escolhas de classe de ativo e estrutura tributária.

A carteira mais eficiente para quem busca renda mensal consistente combina instrumentos isentos de IR (FIIs e LCI/LCA) com renda fixa conservadora e uma parcela em ações para crescimento de longo prazo. O resultado: rendimento líquido de R$8.500 a R$10.500/mês com risco diversificado.

O passo seguinte é entender como o planejamento tributário multiplica esse rendimento. Para profissionais de alta renda, a estruturação via holding patrimonial pode adicionar R$1.000 a R$2.500/mês de renda líquida adicional sobre o mesmo R$1M — sem aumentar o risco. Aprofunde esse tema em nosso artigo sobre alavancagem patrimonial.

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Sobre o autor: Ricardo Melo é fundador e CEO da Credco, boutique de construção patrimonial que já estruturou mais de R$ 250 milhões em patrimônio para mais de 500 profissionais de alta renda. Especialista em planejamento financeiro para médicos, advogados e executivos — com foco em eficiência tributária e independência financeira acelerada.

Disclaimer: Este conteúdo tem caráter educacional e não constitui recomendação individualizada de investimento ou planejamento tributário. Os cálculos apresentados são exemplos hipotéticos com fins ilustrativos. Rendimentos passados não garantem rendimentos futuros. Decisões financeiras devem considerar sua situação pessoal e ser tomadas com auxílio de profissional qualificado — planejador financeiro certificado (CFP), contador e/ou advogado tributarista.

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